Alcides Fonseca

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Guia para um Caloiro de Engenharia Informática

Acabaste de entrar em Engenharia Informática numa das universidades ou politécnicos em Portugal? Se não fazes ideia do que te espera, este post é para ti. Baseado nas minhas próprias experiências como aluno, e nos mais de 15 anos de docência em engenharia informática, deixo aqui alguns esclarecimentos e dicas de como melhor aproveitar esta nova fase da vida.

Ensino Superior vs Secundário

Enquanto passar do ensino básico para o secundário não teve mudanças significativas, entrar na universidade é um passo radical, por vários aspectos.

O primeiro é que são considerados maiores de idade (mesmo que entrem com 17 anos, como foi o meu caso). Já mais ninguém vai ver as vossas notas (nem mesmo os colegas), nem verificar as vossas faltas. Por isso, cabe-vos a vocês fazerem essa gestão, de forma responsável. Para alguns, entrar na universidade implica sair de casa dos pais e mudar de localidade. Essa mudança é óptima para um crescimento pessoal, mas também exige muito mais responsabilidade.

O segundo aspecto de diferença é o tamanho das turmas e consequente relação professor-aluno. Um professor fàcilmente tem entre 100 a 400 alunos por semestre (muito superior aos 60-90 do secundário). Portanto os professores não vão criar uma relação tão próxima com todos os alunos, ou preocupar-se se estão a ter um fraco aproveitamento. De notar que os chumbos no superior são bem mais comuns que no secundário, e por isso os professores não fazem disso um bicho de sete cabeças, nem leva a reuniões no final do ano onde ainda se pode salvar o aluno. Se chumba no projecto ou exame, chumba e que faça para o ano. Cabe-te a ti como aluno comunicar ao professor que dificuldades estás a ter, bem como dar feedback sobre a cadeira. Naturalmente os professores criam ainda alguma ligação com os alunos que vão às aulas e são participativos.

Ainda outra diferença é o facto de que, em engenharia informática, a avaliação não se resume a testes e exames. São poucas as cadeiras que são avaliadas apenas por exame. Normalmente têm exames, mais projectos (e eventualmente mais mini-testes, fichas nas aulas e outros). Mas aquele onde mais se aprende é nos projectos, que simula o tipo de tarefas que vão fazer quando acabarem o curso. E é nos projectos que vão aprender a ser engenheiros de software, que vão aprender a programar e a resolver problemas. É muito tentador na primeira cadeira de programação pedir ao ChatGPT (ou ao colega do lado) a solução do exercício. E embora possam passar à primeira cadeira com boa nota, estão a garantir o chumbo nas cadeiras seguintes. A ideia é que quando acabarem o curso vocês dominem o vosso computador (e outros tantos) e consigam fazer tudo aquilo que desejarem, sem se sentirem perdidos. Não tomem atalhos, e aproveitem para tornar os vossos projectos algo de que se orgulhem e possam mostrar na vossa primeira entrevista de emprego.

Dou-te o primeiro truque secreto para passar a qualquer cadeira: todos os professores têm todas as semanas um horário em que estão no seu gabinete disponíveis para esclarecer quaisquer dúvidas. Se há algo que não estás a perceber, dá um salto no gabinete e tens a dúvida tirada pela pessoa que mais percebe do assunto (e te vai avaliar mais tarde). Quase ninguém aproveita esta oportunidade bem escondida, pelo que, com sorte, podes ter o professor quase uma hora só para ti!

A última diferença a nível de ensino é que não existe bem o conceito de turma que tem todas as aulas juntos. Conforme a disciplina e a tipologia (teórica em anfiteatro, ou teórico-práticas ou práticas laboratoriais), as turmas vão ser diferentes. Esta diferença implica um desenvolvimento de uma ginástica social maior, porque precisam de ser mais activos no vosso círculo de amigos.

O que é Engenharia Informática

Porque escolheste Eng. Informática? Muitos dos candidatos escolheram este curso porque há muito emprego, e gostam de estar no computador (normalmente a jogar jogos, redes sociais e afins).

Há uma fatia ainda significativa que não gostam de engenharia informática (apesar de poderem gostar de informática), e demoram imensos anos a fazer o curso. Conheço também vários casos que depois de um primeiro ano de frustração, decidiram mudar de curso para onde foram ser mais felizes. Se não for o que gostam, não tenham medo em mudar para outra coisa. Um ano “perdido” é na verdade um ano ganho, se a alternativa for demorar 7 anos a acabar o curso de informática sem nenhum prazer.

Desde o primeiro dia que deves tentar perceber o que faz um engenheiro informático. E não estou a falar da versão romantizada das séries e filmes. Um engenheiro típico não passa o dia em salas escuras com terminais pretos a entrar ilegalmente em sistemas do FBI, NASA ou companhia, em menos de 30 segundos. Apesar de existirem especialistas de segurança que o fazem, trata-se uma minoria dos profissionais.

Outro motivo popular para escolher Engenharia Informática é porque gostam de jogos de computador e gostariam de criar jogos. Mais uma vez, apenas uma minoria acaba por conseguir fazer isto, talvez por ser muito exigente, tanto tècnicamente como socialmente.

Uma noção mais realista do protótipo de engenheiro informático envolve as seguintes tarefas:

  • Arquitectura, realizado por elementos mais seniores, com muita experiência em projectos semelhantes
  • Desenvolvimento (Sobretudo programação), realizada por elementos mais juniores da equipa.
  • Testes, tarefa realizada por membros que podem não ser engenheiros sequer
  • Suporte, consiste em ajustar configurações, corrigir bugs, e lidar com clientes (ou representantes deles)

Existem outras tarefas menos representativas, como gestão de sistemas ou administrador de bases de dados (que estão cada vez mais a fazer parte do desenvolvimento).

Finalmente, existe outra actividade que todos fazem parte, e cuja duração aumenta à medida que progridem na carreira: gestão de equipas e gestão de produto/projecto. Se escolheste informática para evitar ter de lidar com pessoas, isso não vai acontecer de todo.

O mais provável quando acabares o curso é passares 20% do tempo a perceber o problema que te deram e a desenhar uma solução (como se fosse um puzzle de lógica ou um problema de matemática) e os restante 80% a tentar perceber porque é que a solução que encontraste falha em alguns casos. Esta realidade é normalmente uma fonte de frustração para os alunos, especialmente porque os problemas no secundário eram fechados (as soluções vinham de um conjunto de 5 ou 6 alternativas dadas durante o ano) e havia uma resposta certa. Em informática, as alternativas são quase infinitas e os problemas estão normalmente sub-especificados. Estamos mais perto do mundo real, não de exercícios académicos.

Dito isto tudo, para quem tem gosto em construir coisas ou resolver problemas difíceis, esta é uma profissão que pode trazer muita satisfação (com algumas dores de cabeça, como é óbvio). E para quem é bom, paga muito bem.

Quatro receitas para o sucesso

1. Ir às aulas

Como expliquei, ir às aulas é opcional. No entanto, os alunos que vão passam quase todos, e os que faltam chumbam quase todos. E quem chumba no primeiro ano (ou pior, passa com 10 ou 11 sem perceber nada) acaba por chumbar também em anos seguintes. Portanto só há em ganhar em ir às aulas, certo?

Bem, os teus colegas de anos anteriores não concordam a 100%. Pré-covid, faltavam para ir a festas até às tantas, e faltavam às aulas para dormir. Depois de faltar durante o primeiro mês nas festas de recepção, percebiam que já tinham perdido o fio à meada, e faltavam também o resto do semestre. Pós-covid, penso que os alunos acham que estudar em casa pelos vídeos gravados é suficiente. Spoiler alert: não é! E esses alunos acabam por chumbar também.

Ir às aulas é a receita para fazer o curso com sucesso. Em primeiro lugar, criam-se laços com colegas de curso (laços esses impossíveis de serem criados no Discord, visto que 90% da comunicação é não-verbal), colegas esses que vos vão ajudar a manter focados, a tirar dúvidas, apoiar quando estiverem com dificuldades ou abatidos, e em festejar depois de se livrarem de uma cadeira. Notem que, em informática, é normal ficar mais umas horas na universidade a fazer trabalhos em salas que existem para o efeito. Aproveitem bem esta oportunidade. As ligações feitas nestes momentos não se comparam aos discords e whatsapps. É também um bom treino para a interação que vão ter no mundo de trabalho.

Finalmente, ir às aulas permite esclarecer dúvidas em tempo real, ganhar experiências e dicas que não estão nos slides, nos livros ou na internet. Em grande parte das vezes as respostas às perguntas do exame são dadas nas aulas teóricas e práticas. É uma grande vantagem estar presente!

2. Não deixar para a última

XKCD tower of dependencies

No seguimento de ir às aulas, a segunda dica é fazer os projectos quando o enunciado é lançado. O principal motivo é porque os alunos são muito maus a estimar o tempo que demoram. Primeiro, porque acham que os trabalhos demoram o mesmo tempo que os exercícios nas aulas (não é bem verdade), segundo porque assumem que se lembram de tudo nas aulas (não é verdade se não os fizerem logo) e em terceiro porque se esquecem que a informática tem muitos meandros, que podem tornar uma simples tarefa muito demorada (lembram-se dos 80% a resolver problemas com a solução?).

E fazer o trabalho no dia que sai o enunciado tem a vantagem de ainda se lembrarem das dicas que os professores deram nas aulas. Passado duas semanas, perto da deadline, essas dicas já foram há muito esquecidas.

E por mais que achem que trabalham melhor sob pressão, isso não é verdade. Chama-se procrastinação, e fazer as coisas em cima da hora não dá tempo para testar e afinar, coisas essenciais nos trabalhos de informática.

3. Grupos

Em informática, a maior parte dos trabalhos são em grupo, e ter um bom grupo é meio caminho andado para ter boa nota.

Em primeiro lugar, tenta encontrar colegas que tenham as mesmas cadeiras que tu. Isto vai fazer com que estejam sempre alinhados nas mestas, e trabalhem ao mesmo tempo. Grupos com cadeiras diferentes (e de diferentes anos) vai resultar em trabalhares num projecto sozinho, que o teu colega está a trabalhar noutro. Depois os professores apercebem-se disto (é muito fácil, sobretudo com discussões), e podem os dois ter 0 no trabalho, e ser acusados de plágio.

O segundo critério é que os teus colegas de grupo estejam mais ou menos ao teu nível, seja em motivação para fazer a cadeira, seja em capacidades de fazer o trabalho. Juntar um aluno de 20 e um aluno de 11 é uma excelente receita para ambos passarem à cadeira, mas o de 8 vai chumbar a todas as cadeiras seguintes por falta de bases. Dois alunos de 11 com motivação facilmente têm uma nota melhor, e ficam com as bases para os anos seguintes.

4. Actividades

Uma das melhores coisas do ensino superior é conhecer pessoas com interesses iguais. Para isso sugiro que olhes para os núcleos e grupos da tua universidade (desde grupos culturais, tunas, rádio, desportos etc..) e experimenta dois ou três. É muito importante teres também um grupo social fora do curso, para perceberes as diferentes realidades no mundo. Nem todas as pessoas vão ser eng. informáticos bem pagos. Muitos outros cursos vão ter baixa empregabilidade, ou dificuldades em fazer trabalhos de campo, ou festas bem mais interessantes, ou rádios de género bem diferentes do de informática. É bom ter contacto com outras realidades.

Pessoalmente, recomendo contra ocuparem-se com jogos de computador. Já vais passar imenso tempo em frente ao ecrã a fazer os trabalhos e deves cortar no tempo em ecrã para fins recreativos. É uma questão de saúde: a vossa vista vai diminuir, vão ter problemas de costas, pulsos e outros. Para que tenhas uma carreira (e vida) longa, recomendo que escolhas actividades ao ar livre ou com actividade física para compensar a ausência disso no teu curso. Pessoalmente, sou fã de jogos de tabuleiro como alternativa a jogos de computador, mas certamente a tua universidade tem várias actividades por onde escolheres.

Perguntas frequentes:

  • Que computador comprar?

É um mito que precisam de um computador super potente para fazer o curso de informática. A coisa que pode ser mais exigente é correr máquinas virtuais, que nos dias que correm, qualquer computador mediano suporta. As minhas recomendações para um computador que dure a faculdade inteira é um portátil com pelo menos 16GB de RAM, 512GB de disco, e um processador Intel Core i3, AMD ou ARM. Uma placa gráfica integrada serve perfeitamente, e uma gráfica potente só ajuda nos jogos de computador, aquilo que queres evitar.

  • Fazer estágios?

Muitas empresas oferecem estágios de verão. Embora Portugal tenha um tempo fantástico para passar o Verão na praia, um estágio de verão pode distinguir-te dos teus colegas do teu ano. Numa altura onde as contratações na área estão difíceis para juniores (substituição por ChatGPTs e despedimentos em massa nas FAANG), devem ganhar o máximo de experiência diferenciada. Outra alternativa é contribuir para projectos open-source ou ajudar professores em projectos de investigação.

  • Seguir para mestrado?

Normalmente Engenharia Informática é vendida como licenciatura + mestrado. Embora seja perfeitamente possível arranjar emprego com apenas uma licenciatura, conseguem posições mais interessantes se tiverem o mestrado. No mestrado tipicamente podem escolher as cadeiras nos tópicos que mais gostam, pelo que é bem mais agradável que a licenciatura, e custa menos.

A divisão entre licenciatura e mestrado foi criada para os alunos poderem fazer o mestrado noutra instituição. Durante o ensino, devem tentar ter contacto com outras realidades académicas, seja mudando no mestrado para outra universidade/politécnico, seja aproveitando o programa Erasmus e ir para fora um tempo.

  • Preciso de saber Inglês para fazer o curso de engenharia informática?

Honestamente, sim. Apesar das licenciaturas em Portugal serem em português e existirem vários livros em Português, a verdade é que grande parte dos recursos online estão em inglês. Desde documentação de linguagens de programação e software, até documentos científicos, passando por blogues técnicos e por páginas detalhadas da Wikipédia que só existem em inglês, precisam mesmo de dominar essa língua franca. Se não estiverem à vontade, recomendo que procurem cursos livres numa universidade perto. (U.Lisboa, U.Coimbra, U.Porto, U.Aveiro, U. Minho)

O autor escreve no acordo ortográfico de 1945, como crítica ao novo acordo ortográfico. O autor agradece também à Catarina Gamboa, Paulo Santos e Antónia Lopes pelo feedback sobre o draft inicial, sem prejuízo de poderem não partilhar da opinião na sua totalidade

How to write a CV for students or recent graduates

Over the last couple of years, I have spent a significant amount of time browsing and scoring resumés (Vitae is the common name in Portugal) for different positions, both in academia and industry. The majority of those had been poorly designed. In this post, I try to help you design the perfect resumé, and avoid common pitfalls. While this is designed towards Software Engineering, you might find this relevant for other areas.

The Header

You should have your basic information on the top of your CV: Name, email address, location and optionally phone number. A few tips:

  • If your student email is something like sch34134123@…, please use a personal email address instead.
  • Never use your current employer’s email. Use a personal email address.
  • Do not use your full address. Your street number is useless for this purpose and you don’t want your personal information on the internet. Just list your current city/county.
  • I would suggest having the Country specified, as it helps companies in understanding if they can’t hire you (due to visa and immigration issues).

Things you should omit from the header:

Things you may or may not include in the header:

  • A plain (meaning non-party) picture. I would suggest towards including if there is an expectation that the hirer would know you (e.g. if you are applying for a research grant with a professor).

First things first.

The next two sections are Education and Experience. If you do not have real-world experience or if you are applying to an academic position, you should have Education first. Otherwise, I would have Experience first.

Experience

Experience should come in reverse chronological order. Have your last (or current) job first. This is usually what most recruiters will focus on. Besides the start and end dates, title and company, you should have a small paragraph explaining what were the main activities and responsibilities of your position. If you were a software developer, you should explain what kind of software you worked on, and what was your contribution. Some people also like to include technologies they have worked on, which works well with HR people.

If you had odd-jobs outside your field, please leave them off the first page and in “Other Experience”. Not that you should feel ashamed of them, but let recruiters focus on what’s important for the role they are pursuing.

Education

Stick with reverse chronological order. If you are currently taking (or just signed up for) a degree, please include it, as well as the expected graduation year. If you have other degrees like Biology or Music Theory, please leave them off the front-page (and move them to Other Education) except if that might be relevant for the job application! Examples would be a company that works on software for DNA processing, or on software for Audio Synthesis.

For each degree, you should list your average grade, as well as highlight the top 5 or top 10 courses in which you had the best grades, or which are relevant for the job application.

Projects

This section is specific for Computer Science and it is only relevant if you do not have a lot of experience. In this case, you should write one paragraph about the projects (even if it’s coursework) that you did, what technologies you used and what you learned. 3 projects are more than enough, and if they were developed outside course work (opensource or in a research environment), it’s more valuable. Include a link for the code repository (Github or similar), making sure you already have the final grade for that course.

Other Activities and Awards.

You can have some other activities listed in your CV, but make sure they are relevant for the job if they are in the first page. As a rule-of-thumb, you should list those that reveal organizational or leadership. Being a casual chess player is not a relevant activity (It’s actually a hobby, and you should leave it off the Resumé) but being the President of your local Chess chapter can be relevant.

Final Remarks

Show your CV to more senior colleagues and even professors and ask for feedback. You want your CV to shine compared to those Europass form-generated CVs.

As an example, you can look at my CV in 2011 (I also had a cooler web version).

More resources:

Self-taught developers

Source for first website – table based layout, a lot of view source, a lot of Notepad, a lot of IE 6. Used to work mostly in HTML and CSS. With the help from books like “HTML for the World Wide Web – Visual Quickstart Guide”, learned a lot as a tinkerer.

Two years in: good with HTML (table layouts) and moderate CSS (fairly new), basic PHP, could use FTP and do basic web config. Could get a site up and running from scratch. This was enough to get my first developer job. This was without any computer science background.

Now: front end developer with 10 years experience, not an engineer, or a code ninja. I don’t know Angular, React, WebPack. I don’t even know JavaScript inside out. I am valuable to my team. Need more: empathy, honesty, being able to see stuff from a user’s perspective.

Self taught developers today, via Tom Morris’ live blogging.

Back in my day, we learnt how to do things. Nowadays, kids learn how use high-level APIs, without any idea how things work underneath. They might learn Meteor, but have no idea about HTTP or Sockets or how HTTP Sessions are implemented. Which is fine for developing tiny little apps, but they miss the I understand all this sh*t feeling.

Supposedly high-level frameworks allow developers to write more complex programs in the same timeframe. However, I don’t believe this is true for small projects, because the setup time is increasing exponentially. Let’s start a new single page app, what do we need? Node, npm, webpack, angular or react or any other trendy framework. Say what you will about PHP, but it was a single one-click WAMP install away from your fingertips.

If you were a 13 year old kid wanting to develop your own app, what would you use?